Sebastião, comerciante do ramo de autopeças, numa determinada manhã, sai de casa com sua velha kombi carregada de para-choques de automóvel para entregar a um de seus clientes. Após deixar o posto de serviços, onde fizera o desjejum, volta para a estrada e se vê perdido. Por causa de uma placa de retorno, vai parar em uma cidade desconhecida e estranha de onde não consegue sair.

Em Retorno, nome da cidade, todos vivem sob a opressão do prefeito, um tirano pseudomilitar que se mantém no poder por força de sua milícia. Impossibilitado de encontrar o caminho de volta para casa, Sebastião vai conquistando, aos poucos, a confiança dos moradores, transformando-se e se revelando líder pela indignação que passa a sentir por toda situação absurda a qual são submetidos os retornenses.

Na cidade grande, sem notícias e desesperada, fica sua família: Norma, sua mulher, e seus filhos, Camilo e Danilo. A ela, cabe uma vida complicada, repleta de conflitos existenciais, mesmo com todos os confortos da vida moderna.

O empenho em fugir de Retorno deixa de ser existencial para Sebastião e se torna uma luta social e política contra o despotismo, ao se conscientizar de seu pertencimento: não há quem seja uma ilha, é preciso demolir as fronteiras impostas tanto pelo individualismo do oprimido como pela prepotência do tirano.

Ilha de mar nenhum

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